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Para criadoras5 min

Cinco razões para os teus vídeos de UGC não converterem

Fechar o primeiro trabalho não é a parte difícil, é a marca voltar. Se nunca fechas um cliente recorrente, a razão está quase sempre num destes cinco erros.

Criadora deitada na cama com uma fita nasal posta, a segurar a embalagem do produto ao lado da cara.

Fechar o primeiro trabalho de UGC não é a parte difícil, difícil é a marca voltar. Se entregas vídeos e as marcas nunca mais te chamam, o problema quase nunca está no teu preço nem na tua cara: está no vídeo, que não trouxe vendas. Vemos muitos vídeos por semana, e os que não convertem raramente falham por serem feios, falham quase sempre pelas mesmas cinco razões, e quatro delas decidem-se antes de carregares em gravar.

1. Os primeiros dois segundos são uma apresentação

Um anúncio em feed compete com o polegar de quem está a passar. Se o teu vídeo abre com um olá e um hoje venho mostrar-vos, gastou ali a única coisa que tinha para prender alguém. Nesses dois segundos tem de estar uma promessa, um problema ou uma imagem que obrigue a parar.

Estes três são de vídeos nossos e cada um prende de maneira diferente:

Nenhum diz o nome da marca, todos deixam uma pergunta no ar, e é essa pergunta que compra os cinco segundos seguintes.

2. O produto aparece a meio

De quem sobrevive aos primeiros dois segundos, boa parte desiste antes dos dez. Se o produto só entra em plano ao segundo doze, a maioria do público viu um vídeo simpático sobre coisa nenhuma. O produto tem de estar na tua mão cedo, mesmo que a explicação venha toda depois.

3. O vídeo parece um anúncio

A marca contrata UGC precisamente porque quer uma pessoa a falar com outra, e recebe luz de estúdio, guião lido palavra a palavra e frases que nenhuma pessoa diz na vida real, do género fórmula exclusiva. Cada uma destas coisas empurra o vídeo de volta para o formato de que a marca estava a fugir quando te contratou.

A pergunta certa antes de entregares não é se o vídeo está bonito, é se parece uma pessoa a falar com outra.

4. Fala de características em vez do problema

Tem ácido hialurónico não diz nada a quem não sabe o que isso faz. Acordava com a pele a repuxar e deixei de acordar assim diz tudo. O produto é o mesmo, tu és a mesma, e no meio está a diferença entre um vídeo que passa despercebido e um que traz gente ao site.

A regra que usamos nos briefings é esta: a primeira metade do vídeo é do problema, a segunda é do produto. A lista de ingredientes cabe na página de produto, que é onde alguém já está interessado o suficiente para a ler.

5. Entregas um vídeo quando a marca precisa de um teste

Um vídeo é um palpite, não um teste: o gancho, que é a abertura do vídeo, o formato e o guião são variáveis diferentes, e com uma peça só a marca não tem maneira de saber o que falhou nem o que valia a pena repetir. É aqui que se perde o cliente recorrente, porque uma marca que não consegue medir nada não tem razão para voltar.

Três a cinco variações do mesmo produto, com ganchos diferentes, dizem mais em duas semanas do que um vídeo perfeito diz num mês. Quem entrega variações dá dados à marca, e é com dados que se fecha uma avença, o cliente que paga todos os meses.

O que falha está quase sempre decidido antes de alguém carregar em gravar.

Onde é que isto se corrige

Nada disto se resolve com melhor equipamento. Resolve-se antes de gravar, na escolha do gancho, do problema a atacar e do segundo em que o produto entra em plano. E resolve-se na entrega, a resistir à vontade de limar exatamente as arestas que fazem o vídeo parecer verdadeiro.

As red flags que as marcas nos contam

Nem tudo o que impede a segunda chamada está dentro do vídeo. Já vimos perder-se um cliente recorrente por puro desleixo na entrega, com vídeos que até funcionavam. Falamos com marcas todas as semanas, e estes são os sinais de alarme de que elas se queixam a nós e que nunca dizem à criadora na cara:

  • Atrasar sem avisar. O prazo passa e é a marca que tem de perguntar pelo vídeo. A um atraso avisado com antecedência sobrevive-se; a um silêncio não.
  • Discutir o feedback. A marca pede uma alteração e recebe justificações em vez do vídeo refeito.
  • Desaparecer entre trabalhos. Semanas sem responder e depois reaparecer quando o trabalho faz falta, e as marcas lembram-se.
  • Deixar a qualidade cair depois do primeiro vídeo. O primeiro vem caprichado para impressionar e os seguintes vêm despachados. É a que mais depressa mata uma relação, porque trai a confiança em que ela assenta.

Nenhuma destas coisas aparece no vídeo, e qualquer uma delas risca o teu contacto da lista.

A avença não cai do céu

Uma última coisa que quase ninguém te diz: os clientes mensais raramente aparecem porque a marca teve a ideia sozinha. Do que vemos fechar-se, mais de metade das avenças nasce de uma proposta da criadora: os vídeos deram resultado, ela pegou nos números e apresentou o pacote do mês seguinte antes de a marca ter tempo de ir procurar outras caras. Quem fica à espera do convite fica a trabalhar vídeo a vídeo.

Uma marca não te volta a chamar por simpatia, volta porque o vídeo deu lucro. Acerta nas cinco razões, foge às red flags e sê tu a propor, e a conversa deixa de ser sobre o preço de um vídeo e passa a ser sobre quantos fazes por mês.

Já fazes as cinco bem?

Então mostra-nos trabalho teu