Quanto custa um vídeo UGC em Portugal
Não há um preço único para um vídeo UGC. O que faz o valor subir ou descer, o que confirmar antes de fechar e como faço as minhas propostas.
Quem nunca encomendou um vídeo UGC não tem com que comparar, e os valores que se encontram online variam tanto, e dizem tão pouco sobre o que incluem, que quase não servem para decidir. Por isso, em vez de te dar um número solto, explico-te o que faz um vídeo custar mais ou menos, para chegares a qualquer conversa, comigo ou com outra criadora de UGC em Portugal, a saber bem o que estás a comparar.
Porque é que não há um preço único
Por trás da palavra vídeo cabem trabalhos muito diferentes. Um vídeo de 15 segundos para o Instagram da marca, gravado a partir de um guião que já tens, é uma coisa, e dez vídeos do mesmo produto, cada um com um começo diferente, para correres em anúncios durante um ano, é outra, tanto no tempo que levam a fazer como no que podes fazer com elas depois. O preço acompanha estas duas coisas, o trabalho de gravar e o uso que vais dar ao vídeo, e é por elas que vale a pena começar.
O que mexe no preço da gravação
Do lado da produção, estas são as escolhas que mais pesam no valor:
- O número de vídeos. Um lote costuma sair mais barato por vídeo do que encomendas soltas, porque o envio do produto, a preparação e a gravação se fazem de uma vez.
- A duração e a edição. Quinze segundos a falar para a câmara pedem menos trabalho do que um minuto com vários cenários, planos de pormenor e legendas trabalhadas.
- As variações de gancho. O mesmo vídeo com três aberturas diferentes dá-te muito mais para testar, e cada abertura a mais costuma custar bem menos do que um vídeo novo.
- Quem escreve o guião. Se chegas com o guião pronto há menos trabalho, e se queres que a ideia e o texto venham de quem grava, isso também entra nas contas.
- Os ficheiros em bruto. Se quiseres as gravações sem edição, para a tua equipa montar outras versões, é material a mais que se combina à parte.
- A língua. Gravar em português e em inglês na mesma sessão poupa tempo, mas cada versão tem o seu guião e a sua edição.
O que podes fazer com o vídeo depois de entregue
É aqui que é mais fácil comparar mal dois valores, porque dois vídeos iguais podem vir com direitos muito diferentes. Os direitos de uso são a autorização para usares o vídeo, e o preço muda conforme o sítio onde o pões e durante quanto tempo: publicar no perfil da marca não é o mesmo que pôr o vídeo em anúncios pagos, e três meses de anúncios ficam mais em conta do que um ano.
Há ainda os anúncios que saem com o nome de quem gravou. Na Meta chamam-se anúncios de parceria, e a criadora dá essa autorização à marca com um código; no TikTok chamam-se Spark Ads, e a criadora escolhe durante quanto tempo a autorização vale. Como estes anúncios usam a cara e o perfil dela enquanto estão no ar, costumam pagar-se à parte e com prazo, e o mesmo vale para a exclusividade, quando não queres que a criadora grave para a concorrência durante uns meses.
A logística também conta
Um produto físico tem de chegar a quem grava, e o envio entra no custo do projeto, tal como o próprio produto quando não volta para a marca. Num restaurante, num hotel ou num evento há deslocação, que varia com a distância, e o prazo também pesa, porque um vídeo para sexta-feira obriga a mexer na agenda de quem grava e um vídeo para daqui a três semanas não.
O que confirmar antes de fechar
Seja com quem for, uma criadora, uma equipa ou uma das plataformas que ligam marcas a criadoras, pede que te digam por escrito o que está incluído no valor. Estas perguntas poupam-te surpresas a meio da campanha:
- Posso usar o vídeo em anúncios pagos, e durante quanto tempo?
- Quantas alterações posso pedir, e o que conta como alteração?
- A edição e as legendas vêm feitas, ou recebo só a gravação?
- Quem escreve o guião, e posso aprová-lo antes de se gravar?
Como faço os meus preços
Não publico tabela de preços, porque o valor depende sobretudo do número de vídeos, do tipo de conteúdo e de haver ou não deslocação, e prefiro ouvir-te primeiro para te dar um número pensado para a tua marca. Há duas formas de trabalhar comigo. Numa campanha UGC, vou buscar as criadoras certas para o teu produto a uma rede de mais de 100 criadoras portuguesas que escolhi uma a uma, escrevo os guiões e os briefings, acompanho as gravações e entrego-te os vídeos prontos, num projeto único ou todos os meses, para quem corre anúncios sem parar. Se preferires que seja eu a gravar, contratas-me diretamente como criadora, em português ou em inglês.
Em qualquer dos casos há coisas que vêm sempre incluídas: três meses de uso em anúncios pagos, alterações ilimitadas dentro do conceito aprovado e vídeos prontos em cerca de cinco dias úteis. Para saberes quanto fica o teu caso, fala comigo, conta-me o produto e o que queres alcançar, e respondo-te em menos de 24 horas, sem compromisso nenhum.
Fontes
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